Brechó Maria Galocha

Antes era meu e agora é seu, ou antes era seu e agora é meu?

quarta-feira, 19 de março de 2014

Eu amo Brechó#dia de Garimpo#boas compras#saia da moda







Postado por Débora Mendes às 18:07 Nenhum comentário:
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Eu amo Brechó

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Débora Mendes
Bacharel em Comunicação, formada em Publicidade e Propaganda, trabalho com criação, amante da MODA..
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Moda Sustentável


O hábito de vestir roupas de brechó (de segunda mão) começou com os
estudantes franceses dos anos 1960, que
tentavam compensar a falta de dinheiro com criatividade. Quando a Prada reprisou sucessos do passado em suas coleções de
roupas e acessórios, a partir de 1996, o “estilo
brechó“ chegou ao auge. Comprar em lojas de roupas usadas pode ser
bem vantajoso por conta do preço (bem menos $$$).No
começo dos anos 90 existia um certo preconceito com roupas de brechó. Como se
todas aquelas roupas fossem de pessoas mortas e como se elas trouxessem o
astral de quem usou. Quem será que
essa roupa vestiu antes? Frequentar
brechós é mais do que comprar coisas usadas só para economizar. Não dizemos um
“estilo de vida”, porque soa exagerado, muito afetado, mas sim que é um jeito peculiar
de se relacionar com o consumo, esta atividade que basicamente caracteriza
nosso modo de vida e que é algo do qual não conseguimos escapar. Peculiar
porque comprar em brechó exige da pessoa uma certa autoconfiança e um pouco de
senso crítico.
A moda é cíclica, isto é,
o que sua mãe usava na década de oitenta, ficou ridículo nos anos noventa e
hoje, com alguns remakes,
é o retrô cult que posa por aí. Por isso, ou você tenta acompanhar as
tendências e paga por isso (como o caso dos consumistas mais afoitos e sem
senso crítico) ou usa o pêndulo da moda a seu favor. Isto é: sabendo usar o que
se compramos em brechó, a gente pode pagar de arrumadinho, descoladinho com
algo que custou um doze avos da roupa que está na vitrine dos shoppings.
Dificilmente alguém
consegue ser SEMPRE prudente e sensato quando compra roupas, isto é, vira e
mexe vamos cometer abusos. Em brechós esses abusos nos custam menos, aquela
roupa que compramos e usaremos uma, duas vezes (ou mesmo nenhuma) não custou um
valor alto.
Além de que comprar em brechó contribui
para o modo sustentável de vida, já que a gente usa algo que seria resíduo do
sistema produção e consumo.
Numa época em que o consumo é descartável, as grifes precisam
apresentar centenas de novidades a cada seis meses. Algumas atualizam as
coleções a cada três meses fazendo pequenas coleções de alto-inverno e
alto-verão. E para onde vão todas essas peças que sobram, que não são vendidas?
Vão para os bazares e brechós de roupas modernas. Transformar um vestido numa saia, um lenço
numa blusa é mais do que sustentabilidade, é uma maneira de compreender o ciclo
da vida em que nada se perde, tudo se transforma. Há uma certa reverência
em portar uma peça com história. Não somos nós que vestimos as roupas, elas é
que vestem a gente.


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Débora Mendes. Tema Simples. Imagens de tema por MichaelDeLeon. Tecnologia do Blogger.